Antes de começar
Como sei se preciso de terapia?
Não existe um nível mínimo de sofrimento que autorize procurar ajuda. Um critério prático: se alguma coisa vem atrapalhando seu sono, seu trabalho, seus relacionamentos ou sua vontade de fazer o que gostava, já basta.
Terapia também é procurada por quem não está em crise e quer se entender melhor, tomar uma decisão difícil ou mudar um padrão que se repete. Ambos os motivos são legítimos.
O que acontece na primeira sessão?
É uma conversa de reconhecimento. Você conta o que te trouxe, eu faço perguntas sobre o contexto — história, rotina, saúde, relações — e no fim combinamos objetivos, frequência e formato.
Você não precisa chegar com o problema organizado. Não saber explicar o que sente é uma das queixas mais comuns, e faz parte do trabalho.
Quanto custa a sessão?
O valor é informado no primeiro contato pelo WhatsApp. Prefiro conversar sobre isso diretamente, junto com a explicação do formato do acompanhamento, em vez de publicar uma tabela solta. Também converso sobre possibilidades de ajuste conforme a situação de cada pessoa.
Atende por convênio ou plano de saúde?
O atendimento é particular. Emito recibo, que pode ser usado para reembolso, quando o seu plano oferece essa modalidade, e para dedução no imposto de renda. Vale conferir com a operadora quais são as condições antes de começar.
Sobre o processo
Quanto tempo dura o tratamento?
Depende da demanda. Protocolos de TCC para quadros circunscritos, como pânico, fobias específicas ou insônia, são geralmente descritos na literatura em faixas de 12 a 20 sessões. Questões mais amplas, ligadas a padrões antigos de autoimagem e relacionamento, levam mais tempo.
Dou uma estimativa depois das primeiras sessões e revisamos isso ao longo do processo. Se a terapia não estiver produzindo mudança, isso precisa ser colocado na mesa.
Com que frequência são as sessões?
Semanais, de 50 minutos, em horário fixo. A regularidade é o que dá continuidade ao trabalho — sessões esparsas viram atualização de notícias e perdem efeito. Em fases mais avançadas, o intervalo pode ser espaçado de forma planejada.
Preciso fazer exercícios entre as sessões?
Eles aumentam bastante o resultado, mas não são cobrados como tarefa escolar. São experimentos: testar na vida real o que a gente levantou no consultório. Se você não conseguiu fazer, isso vira material da sessão — entender o que atrapalhou costuma ser mais útil do que o exercício em si.
E se eu não gostar? Posso trocar de psicólogo?
Pode, e não precisa se justificar. A relação terapêutica é um dos fatores mais associados a bons resultados, e ela não se estabelece com todo mundo. Se acontecer, prefiro que você me diga — é uma conversa útil, e posso indicar colegas com perfil diferente.
Posso desmarcar uma sessão?
Pode, com aviso prévio combinado logo no início do acompanhamento. Como o horário é reservado exclusivamente para você, cancelamentos em cima da hora seguem uma regra que a gente acerta com clareza na primeira sessão, para que não haja surpresa depois.
Sigilo e ética
O que eu falar fica realmente em sigilo?
Fica. O sigilo profissional é previsto no Código de Ética Profissional do Psicólogo e vale inclusive para familiares — ninguém tem acesso ao que você diz sem a sua autorização.
As exceções são poucas e existem para proteger a vida: situações de risco grave para você ou para terceiros, e casos de violação de direitos previstos em lei, como violência contra criança, adolescente ou pessoa idosa. Quando algo assim aparece, eu converso com você sobre o passo seguinte — não é uma decisão tomada pelas suas costas.
Você faz anotações? Onde elas ficam?
Sim, o registro documental é uma obrigação profissional. Os registros são guardados com segurança, com acesso restrito a mim, e seguem as normas do Conselho Federal de Psicologia sobre guarda e sigilo de documentos.
Como confiro se você é psicóloga registrada?
Meu registro é CRP 06/231485, no Conselho Regional de Psicologia da 6ª Região (São Paulo). Você pode consultar qualquer registro no cadastro nacional do Conselho Federal de Psicologia. Faça isso — comigo e com qualquer profissional.
Formato e alcance
Terapia on-line funciona mesmo?
Para a maior parte das demandas, sim — a pesquisa mostra resultados comparáveis aos do presencial em quadros de ansiedade e depressão. É regulamentada pela Resolução CFP nº 11/2018. Existem situações em que não é indicada, e eu falo sobre elas na página sobre terapia on-line.
Onde é o atendimento presencial?
Em Americana e Santa Bárbara d'Oeste, no interior de São Paulo. O endereço e os horários disponíveis são combinados no primeiro contato pelo WhatsApp.
Você atende crianças, adolescentes ou casais?
Não. Meu trabalho é com adultos e pessoas idosas, em atendimento individual. Se a sua demanda for infantil, de adolescente ou de casal, me chame mesmo assim — indico colegas de confiança.
Psicólogo receita remédio?
Não. Prescrição é atribuição médica — no caso da saúde mental, geralmente do psiquiatra. O que eu faço é identificar quando a avaliação médica é recomendável e ajudar no encaminhamento. Psicoterapia e medicação não competem entre si; em vários quadros, funcionam melhor juntas.
Em situação de risco de vida, não espere agendamento. O CVV atende 24 horas, de graça, pelo telefone 188. Em emergência, ligue para o SAMU 192 ou procure a UPA mais próxima. Consultório não é serviço de urgência.